quarta-feira, 27 de agosto de 2014

+18

Ela procura em você uma alma disposta e composta. Dessas feitas de muitas partes. De vários mistérios e diversos assuntos.


Se algum vinho rolar em algum cantinho, olhe para o céu em seguida. Faça o brinde a ela, faça o mais intenso amor. Faça sem pronunciar ‘por favor’. Obrigue-a a sentir prazer. Conte uma história ao pé do ouvido. Por um quadril bem agarrado ela diz que já fez cada coisa. Já [se] meteu em cada uma.
Olha só, quando acontecer aquele encaixe – já de corpo suado – diz no ouvido dela que não vai parar. Diz que ela fica um espetáculo de quatro. É outro nível de mulher. Sabe se virar e sabe rebolar. Rebola porque adora, não porque alguém disse que tinha que ser assim. Curte um tapa na bunda. Curte ajoelhar e ter o cabelo agarrado quando a boca está cheia. Aliás, não sei o que fica mais cheia quando ela ajoelha para chupar: a boca ou a cabeça; com um monte de pensamentos sujos. De gemidos por vir. De posições pra sentir. Sim, sentir. Ela gosta que o pau chegue no fundo da buceta.
Se essa mulher te pedir algo quando você estiver por cima, será para que a xingue. Faça isso. Sem dó. Pegue no queixo dela, dê seu melhor beijo, olhe no olho dela e diga: ‘Minha puta. Minha puta. Minha puta.’ Ela pinga quando ouve isso. Já houve vezes em que puxou os lábios para o lado de forma tão intensa que parecia que iria machucar. Abria a buceta pra dizer: ‘Fode mais. Fode mais a sua puta.’ Sim, agora você a tem como puta. Não peça licença, não peça nada. Só coma. Só foda. Só exploda dentro dessa que tem na própria história os motivos de não querer guardar prazer. Ela não guarda gozo. Ela explode todos eles nessa sociedade que ainda a recrimina por transar tanto quanto você.
Ela gosta de segurar no pau. Tem a mão, ok. Tem o vibrador, ok. Mas é do pau que ela gosta. Na mão, na boca, sendo esfregado naquele rosto lindo. Adora poder dividir a conta do jantar, mas sempre ser a sobremesa.
 Tem algo de intenso ali que já molhou a calcinha dela em alguns sonhos. 
 Era comida com raiva. Com força. Com uma vontade quase animal. O assunto favorito dela é sexo. Ela dizia que outra menina poderia pegar seus peitos e colocá-los na boca.
Mire bem o olho enquanto domina o quadril dela. Sim, domine. Ela não tem medo dessa palavra. Igualdade pode ser social, mas ela não faz nenhuma questão de que seja biológica. Na maioria das transas ela é fêmea e não procura engajados sociais, procura um macho. Um que terá o privilégio de perceber como ela treme o quadril com intensidade quando presenteia o mundo com mais um gozo forte. Desses que a deixam instantaneamente de clitóris sensível e sorriso aberto. Imóvel. Quieta. Feliz.


Editei algumas partes pra me caber, pra se encaixar em mim. 
O original esta aqui - www.entendaoshomens.com.br/se-ela-sorrir-para-voce-18/

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